As suas opções de consumo têm
um impacto

Em pleno século XXI, quando esgotamos nos primeiros sete meses os recursos disponíveis no planeta para todo o ano, quando são necessários 2,2 planetas para suportar o nosso estilo de vida e quando somos o 9º país da região mediterrânica com a maior pegada ecológica, importa compreender que os sistemas globais de alimentação têm promovido, largamente, os desequilíbrios verificados.

Globalmente tem-se verificado, ao longo das últimas décadas, um aumento exponencial da população humana, uma deterioração do meio ambiente e, simultaneamente, uma utilização abusiva dos recursos naturais. No panorama nacional, dados recentes indicam que estamos a pedir “emprestado”, às gerações futuras, recursos naturais e ambientais.

A alimentação é o que mais pesa na pegada ecológica de Portugal, seguindo-se os transportes (Zero, 2016). Perante isto, emerge a importância de se privilegiarem circuitos curtos agroalimentares que resultam numa maior proximidade entre produtores(as) e consumidores(as), reduzindo intermediários(as) e diminuindo a distância percorrida pelos alimentos durante o seu ciclo de vida. Para ativar estas cadeias, é essencial que cada um de nós seja parte ativa num puzzle que catapulta as economias locais, estando informado e ciente dos impactos das opções de consumo alimentar tomadas.

Prefira alimentos com
uma origem próxima de si
A aplicação web e mobile “Cá se Fazem constitui-se como uma ferramenta de georeferenciação dos produtores e produtos locais da região do Algarve, sinalizando pontos de produção e de venda e contribuindo, dessa forma, para fomentar circuitos de proximidade. Pretende, assim, distinguir e acessibilizar a produção local, contribuindo para o consumo de alimentos com menor pegada ambiental, gerados em contextos de agricultura familiar e/ou fabrico artesanal e com uma maior qualidade e rastreabilidade. Produtos esses que crescem perto da sua porta, enraizados na identidade de uma região e comprometidos com a preservação da sua paisagem e a sustentabilidade ambiental.

Se os alimentos que colocamos à mesa podem contar histórias, porque não querer também conhecer aquelas que estão mais próximas de nós?

SABIA QUE

Qual é o nosso impacto no planeta?

Sabe que, em 2019, o Planeta Terra esgotou, a 29 de julho (a data mais prematura de sempre), todos os recursos naturais de que dispunha para um ano?  A capacidade de regeneração dos recursos do Planeta não acompanha a demanda necessária para suportar os modos de vida adotados. Com isso encontramo-nos a viver a crédito, “pedindo emprestado” às gerações futuras.

Dados recentes indicam que são precisos, atualmente, 2,2 planetas para suportar o estilo de vida dos portugueses. Com uma pegada ecológica de 3,94 ghaper capitae uma média de 5 toneladas de CO2 libertadas para a atmosfera por residente (Zero, 2016), Portugal assumiu o objetivo de ser neutro em carbono até 2050. Tal exige uma acção imediata, com mudança dos estilos de vida nos próximos 30 anos, nomeadamente em áreas como a alimentação, a quantidade e proveniência dos bens consumidos ou a mobilidade.

Sabe que não é você que decide o que come?

Muitas dietas locais estão a ser alteradas por padrões impostos pelas grandes cadeias de distribuição, em nome da segurança alimentar. Contudo, a panóplia de produtos nas prateleiras dos supermercados não garante a diversidade de nutrientes, sabores e aromas essenciais a uma regime alimentar equilibrado. Muitos dos artigos aí vendidos são altamente processados e têm origem em 3 principais fontes de alimentos: o trigo, o milho e a soja. A sua produção e comercialização em massa não resolve problemas mundiais como a fome e a subnutrição nem previne o surgimento de doenças como a obesidade.

Sabe quantos quilómetros fez a sua última refeição?

Contabiliza-se que, em média, um alimento percorre 2.400 quilómetros até chegar ao seu prato, o que implica um elevado impacto ambiental, social e económico. Até chegar ao nosso cesto os alimentos são produzidos, processados, embalados, transportados e distribuídos. Cada um destes passos consome recursos e gera desperdício e poluição. Além disso, hoje pratica-se maioritariamente uma agricultura de exportação, apostando nas monoculturas intensivas, altamente consumidora de recursos naturais e energéticos, prejudicial para os ecossistemas e, por fim, com impacto negativo na agricultura familiar e nas economias locais.

Sabe a quantidade de água utilizada para produzir alimentos diariamente para uma pessoa?

Estima-se que, em média, são necessários cerca de 2.000 a 5.000L de água. Actualmente estamos a produzir alimentos de forma intensiva e em grande escala, pelo que é necessário atingir elevadas produtividades para rentabilizar os investimentos agrícolas, recorrendo a factores de produção como a água. Esta, por sua vez, é um recurso limitado! Em Portugal o sector agrícola consome cerca de 75% da água e, a nível mundial, a produção de alimentos consome cerca de 70% de água.

Sabe qual a capacidade portuguesa de autoaprovisionamento?

Atualmente Portugal depende do exterior para garantir a alimentação da sua população mas, o estímulo à produção local, pode garantir uma parte daquilo que precisamos e contribuir para que a nossa balança alimentar seja mais equilibrada. A alguns níveis, existe produção suficiente ou até superior àquilo que seria necessário para nos autosustentar, no entanto, muitos dos produtos de origem portuguesa são exportados. Assim, não alimentam a população local, apenas equilibram a balança económica alimentar de importações e exportações.

Sabe que as nossas áreas agrícolas estão a diminuir?

Como Portugal depende do exterior para garantir o abastecimento alimentar da sua população, resulta que uma parte significativa da sua área agrícola está disponível para ocupação por outras culturas, algumas nem destinadas a alimentação humana. Assim, os terrenos cultiváveis com destino à alimentação humana diminuem e, com isso, coloca-se em risco a atividade agrícola de natureza familiar do país e da região e as áreas rurais ficam cada vez mais desertificadas.

A pegada ecológica sustentável na Alimentação

A alimentação é o que mais pesa na pegada ecológica de Portugal, seguindo-se os transportes. Perante isto, emerge a importância de se privilegiarem circuitos curtos agroalimentares que resultam numa maior proximidade entre produtores(as) e consumidores(as), reduzindo intermediários(as) e diminuindo a distância percorrida pelos alimentos durante o seu ciclo de vida. Para tal, basta consumir o que cresce mais perto da sua porta!

NADA MUDA SE NÃO MUDARMOS:

5 Argumentos para consumir local

  1. Preservação da identidade
  2. Sustentabilidade da Economia Local
  3. Sustentabilidade Agrícola
  4. Sustentabilidade Ambiental
  5. Sabor e qualidade que pode ser certificada por si

6 Passos para mudar a sua alimentação

    1. Prefira produtos frescos
    2. Atente à origem do que consome
    3. Prefira produtos da época
    4. Escolha modos de produção mais sustentáveis
    5. Faça você parte da certificação e rastreabilidade do produto local
    6. Opte por embalagens mais sustentáveis

6 Dicas para ser parte ativa da solução

    1. Promova boas práticas de produção e consumo local;
    2. Divulgue ferramentas e informações úteis aos consumidores;
    3. Promova os Circuitos Curtos de Abastecimento (CCA) mais perto de si;
    4. Organize actividades nas explorações agrícolas que conhece (voluntariado, festas, dias abertos, workshops);
    5. Organize um mercado local/de produtores na sua área de residência;
    6. Conheça a legislação em vigor, nomeadamente para organização de mercados e abastecimento de cantinas.

Esta informação sintetiza os conteúdos do Guia para Consumir Local. Se deseja consultá-lo na íntegra, clique aqui

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QUEM SOMOS

Cá se fazem é uma ferramenta web e mobile que pretende acessibilizar a pequena produção aos consumidores.

Como surgiu

Nasceu no âmbito da iniciativa 100% Local, criada com o objectivo de acessibilizar a pequena produção e de sensibilizar os consumidores para a importância do consumo local de produtos agroalimentares.

Como funciona

Georreferenciamos produtores da região do Algarve, assim como os seus pontos de produção e venda, indicando-lhe onde poderá encontrar alimentos frescos e transformados produzidos localmente. Os produtores referenciados foram visitados para validação dos métodos de produção e comercialização, mediante um conjunto de critérios.

Os produtos

Consideramos Produto Local todos os frescos e transformados agroalimentares cuja rastreabilidade seja conhecida pela proximidade geográfica entre o ponto de produção e o(s) ponto(s) de venda, produzidos na época própria e em modo de produção sustentável e responsável.

Os produtores

Consideramos Produtor Local todos(as) os(as) agricultores(as), apicultores(as) e/ou transformadores de agroalimentares que tenham intervenção direta na produção e/ou transformação e comercialização dos seus produtos, com recurso a matérias-primas provenientes das suas explorações, exercendo a sua atividade na região do Algarve.

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